Essa é a conclusão a que chega o Indicador Serasa Experian de Educação Financeira do Consumidor, lançado ontem (13/5) pela Serasa. Em sua primeira medição, o indicador apontou, em uma escala de 0 a 10, nota 6 para o nível de educação financeira dos consumidores brasileiros.
O estudo é dividido em três áreas de análise: comportamento (responde por 50% do índice), que são as ações do dia a dia; conhecimento (26%), que é o entendimento de conceitos financeiros e atitude (24%), que mede a relação do entrevistado com seu dinheiro. Os brasileiros tiveram nota 6,3 em atitude, 7,5 em conhecimento e 5,2 em comportamento.
Tanto por faixa de renda familiar quanto renda pessoal, a educação financeira é maior à medida em que sobe a faixa salarial. Para os consumidores que possuem rendimentos superiores a 10 salários-mínimos por mês, o resultado foi 6,5, e, para quem ganha até 1 salário-mínimo, a nota atingiu 5,9. Mas a diferença entre esses estratos se situa nos campos atitude e conhecimento. O comportamento é praticamente o mesmo.
“O indicador com o subíndice ‘comportamento’ apresentando a menor nota mostra que o consumidor gasta mais do que ganha, não guarda dinheiro e não planeja o futuro”, afirma Ricardo Loureiro, presidente da Serasa Experian. Para ele, apesar da alta na renda dos brasileiros verificada ultimamente, a falta de informações claras por parte dos concedentes de crédito levou milhões de famílias brasileiras ao superendividamento.
Para a criação do novo índice, foram entrevistadas, no primeiro trimestre, 2.002 pessoas maiores de 16 anos de idade, em 142 cidades de todos os Estados brasileiros e do Distrito Federal.
Por: Supermercado Moderno
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