Eterno mutante: quem é o consumidor 2.0 brasileiro?

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Quem é o consumidor 2.0? Muito se fala sobre esse perfil de clientes, que, nada mais é que o consumidor que não é mais mero receptor de informações, ele é conectado, interativo, consciente e social.

Esse consumidor é parte integrante do processo de criação e manutenção de produtos e serviços e hoje é um ativo real das empresas.

Para entender o que sente, o que gosta, o que quer e como compra o Consumidor 2.0, a E- Consulting, boutique de estratégia e projetos líder na criação, desenvolvimento e implementação de serviços profissionais em Web, TI, Telecom, Contact Center, Multicanais e Novas Mídias, ouviu mais de 2.356 consumidores para apontar as principais características deste consumidor que passou a revolucionar a maneira de comprar.

“O crescimento do Consumidor 2.0 é impulsionado pelo acesso facilitado à informação. Se antes ele tinha apenas o órgão de defesa do consumidor e as cartas enviadas para os jornais, hoje ele tem a oportunidade de compartilhar a sua alegria ou o seu descontentamento através de opiniões instantâneas nas redes sociais, podendo fazer de sua reclamação um viral que atinge outros milhões de consumidores.”, explica Daniel Domeneghetti, sócio-fundador da E-Consulting Corp.

Para garantir as melhores práticas nesta relação, a E- Consulting elencou as características mais relevantes do Consumidor 2.0:

1. Está em mutação, mas prefere que digam que é evolução;

2. Tem múltiplos chapéus: consumidor, cidadão, acionista, colaborador, etc (é uma miríade de tons de cinza);

3. Está sempre aberto à experimentação, muitas vezes é taxado de infiel por entrar na onda do efeito viral, mas pode voltar a ser fiel para empresa a qualquer momento (viva com isso!);

4. Engaja em redes e comunidades para trocar informações sobre marcas e produtos e também sobre pessoas, tendências, fofocas. Quais são seus podres?

5. É simpático ao conceito de gratuidade;

6. Aproveita todas as possibilidades da realidade multimídia e multidevice que estão dentro das suas próprias possibilidades;

7. Não é fixo à sua classe social e muito menos aos seus avatares. Não sente vergonha, mas conhece um pouco de engenharia social;

8. “Conheço” meus “direitos” e “defendo” meu “ponto de vista”;

9. Gera mídia e conteúdo, ampliando seu poder de atuação e influência. Às vezes, é chamado de celebridade por desejar 5 minutos de fama;

10. Não liga para propaganda, mas valoriza a boa comunicação. Não tem problema em elogiar, recomendar, criticar, processar, tudo depende;

11. Quer saber quais são seus valores e políticas, o que sua marca significa;

12. Diz que é sustentável e que exige sustentabilidade da marca, mas na verdade precisa de um empurrãozinho;

13. Mesmo sem necessariamente saber, se posiciona como principal acionista da empresa. Advoga pró-socialismo do cliente;

14. Exige qualidade e uma relação valor-preço que lhe pareça justa. Para início de conversa;

15. Interage e exige feedback qualificado e rápido (Atenda-me!!!) em todos os canais que quiser e nos que a empresa deixar.

Com o volume cada vez mais expressivo de compras online, a análise deste novo consumidor se tornou uma questão sine qua non para as empresas manterem um bom relacionamento com seus clientes.

“A opinião tomou lugar da propaganda e o contato ganhou novos canais, ou seja, a interação entre quem vende e quem compra mudou de tom e o sucesso ou fracasso de uma marca, ganha velocidade jamais vistas nas relações de consumo.”, finaliza Domeneghetti.

Por: Consumidor Moderno

About the Author:

Mestre em Economia, especialização em gestão financeira e controladoria, além de MBA em Marketing. Experiência focada em gestão de inteligência competitiva, trade marketing e risco de crédito. Focado no desenvolvimento de estudos de cenários para a tomada de decisão em nível estratégico. Vivência internacional e fluência em inglês e espanhol. Autor do livro: Por Que Me Endivido? - Dicas para entender o endividamento e sair dele.

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